Mira Casa Chaplin
Campeã Argentina
F.C.A.

Exposição de Pastor Alemão em Florianópolis

EXPO FLORIPA 2008

 

Mira Casa Chaplin
Campeã Argentina
F.C.A.

Festa do Pastor Alemão em Floripa

FLORI PA STOR 2008

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Artigos

Controle de displasia no cão pastor alemao

Revisando os dados publicados no site www.clubpoa.com.ar em grupos de progenie da ultima sieger argentina de 2008, observamos os resultados dos melhores reprodutores latino americanos.
- Vemos que os percentuais de filhos displásicos variam de 5 a 18 % dependendo do reprodutor. Vamos abordar o de melhor desempenho.
- O reprodutor que apresenta o melhor percentual apresenta 95 % de filhos com ausencia de displasia. E dos 5 % de filhos displásicos, nenhum com displasia grave.
- O nº de filhos radiografado óficialmente é estatisticamente válido pois foram 54.
- O reprodutor tem RX normal. Pesa a seu favor , certamente o seu pedigree limpo de displasia, de pais a trisavós.
- O nome do reprodutor é familiar aos criadores brasileiros : o alemao Yusko Kirschental. Uma co-propriedade argentino brasileira numa parceria dos canis Von Verbunden e Casa Chaplin.


Arnaldo Jabor e o RS

Pois é.
O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos.
Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que horror'.
Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'.
Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'.
Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem 'que baixaria'.
Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição 'neste país'.
Do ressentimento passivo à participação ativa'.
Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou.
Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa.
Abriram com o Hino Nacional.
Todos em pé, cantando.
Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul.
Fiquei curioso. Como seria o hino?
Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo cantando a letra!
'Como a aurora precursora /
do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro /
o precursor da liberdade '
Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão.
Com garrafa de água quente e tudo.
E oferece aos que estão em volta.
Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem.
E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou acostumado.
Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais o que é 'comunidade'.
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo.
Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é...
Foi então que me deu um estalo.
Sabe como é que os 'ressentimentos passivos'
se transformarão em participação ativa?
De onde virá o grito de 'basta' contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil?
De São Paulo é que não será.
Esse grito exige consciência coletiva, algo que há muito não existe em São Paulo.
Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção.
São Paulo é um grande campo de refugiados, sem personalidade, sem cultura própria, sem 'liga'.
Cada um por si e o todo que se dane.
E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes.
Penso que o grito - se vier - só poderá partir das comunidades que ainda têm essa 'liga'. A mesma que eu vi em Porto Alegre.
Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo.
Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles.
De minha parte, eu acrescentaria, ainda:
'...Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra...'
Arnaldo Jabor.


Displasia

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Fenótipos

Observando pessoas de nosso relacionamento, podemos avaliar se o filho é parecido com o pai ou com a mãe, se uma irmã é parecida com outra, se o sobrinho lembra o tio ou a avó.
A herança genética perceptível no âmbito familiar, também pode ser observada no reino animal. A maior dificuldade desta observação entre os animais, reside em reunir diversos exemplares descendentes do mesmo tronco, no mesmo local. Isto via de regra só ocorre em apresentações de grupos de progênie. Mesmo assim, no grupo de progênie, não estão presentes os colaterais, cujo exame se mostra importante sob o ponto de vista da criação.
Neste particular, os sites disponíveis na Internet são de grande valia. As imagens neles contidas ajudam a esclarecer se os ascendentes dos machos e das fêmeas a cujo sangue temos acesso (via de regra avós ou bisavós, mais raramente pais dos padreadores e matrizes), respondem pelo fenótipo paterno ou materno. Tal avaliação, certamente não é um mero exercício de preciosismo ou diletantismo; pode traçar rumos para aquilo que foi perseguido no acasalamento realizado, pelo menos como fenótipo. Se o genótipo será, ou não transmitido, só o tempo responderá.
Vale a esse passo relembrar a importância das fêmeas na criação, uma vez que a divisão das linhas de sangue pelos machos, obedece a critérios de sistematização. Certamente não é exagero afirmar, que todo chefe de uma linha de sangue, tem uma grande mãe ou uma grande avó.
Certa vez, em palestra proferida na Argentina, Walter Martin lembrou que Max Von Stephanitz ensinara que a criação deveria se basear numa mãe robusta e de bom caráter. Na mesma ocasião, aconselhou do alto de sua indiscutível autoridade, que fossem feitas consangüinidades sobre fêmeas comprovadamente boas reprodutoras, porém sem exageros, para evitar a degeneração. As observações dos dois Grandes Mestres, certamente recomendam que as linhas alta e baixa dos pedigrees sejam avaliadas sem esquecer os aportes maternos. No ato de criar, arrisco dizer que alguém começa a conhecer a produção de seu canil, quando os animais nele nascidos estão, no mínimo, na quarta geração dos respectivos pedigrees. Se isso for uma verdade da criação – e podem haver ilustres opiniões discordantes que respeito - ninguém a resumiu tão bem quanto o “slogan” do renomado Canil Argentino VON ALIENZ: “tiempo y esfuerzo”.
Luiz Henrique Behs Filho.


Diagnóstico Radiológico Precoce da displasia coxofemoral em cães

Renato César Sacchetto Torres

A displasia coxofemoral (DCF) é uma malformação da cabeça do fêmur e acetábulo; sendo uma alteração de grande importância em cães não só pela alta incidência, mas também pela intensidade com que os sintomas e as lesões podem se apresentar. Tal enfermidade acomete principalmente animais de médio e grande portes, raramente sendo observada em cães com menos de 12 quilos (Tôrres, 2003).
Sabe-se que a DCF possui caráter essencialmente hereditário, embora fatores ambientais como desequilíbrio nutricional, exercício ou confinamento extremos, estejam correlacionados (Hedhammar et al., 1974; Hedhammar et al., 1979; Ferreira & Costa, 1983; Shepherd, 1986; Araújo, 1995). A participação de múltiplos fatores pressupõe a influência de um grande número de genes, sugerindo uma herança poligênica e multifatorial. Sendo a herdabilidade de média a alta, justifica-se a realização de programas de controle. Os programas em vários países são baseados no estudo do fenótipo das articulações coxofemorais (Dal-farra & Kilp, 1998).
O diagnóstico é feito quase que exclusivamente por meio do exame radiográfico (Brass, 1989; Torres, 1993). O Método Radiográfico Convencional (MRC), adotado em todo mundo, é composto em parte por uma análise subjetiva, baseada em evidências radiográficas da doença articular degenerativa (DAD), e outra na análise da relação existente entre o acetábulo e a cabeça do fêmur, como, por exemplo, medindo-se o ângulo de Norberg ou o percentual de cobertura da cabeça femoral pelo acetábulo. Pelo MRC é possível o diagnóstico aos 6 meses de idade nos casos mais graves. Entretanto, observou-se que somente 80% dos animais afetados podem ser identificados pelo método em questão na idade de 12 meses e 95% aos 2 anos.Por este motivo adotou-se a idade mínima de 2 anos para realização do exame radiográfico definitivo, independentemente da raça (Lust et al., 1985; Rendano & Ryan, 1985; Wallace, 1987). Mesmo assim, estudos demonstraram que 55% dos animais tidos como normais pelo MRC, apresentaram sinais de DCF ao fim da vida, o que mostra a ineficiência do método (Kapatkin et al., 2002; Tôrres, 2003).
Desde as primeiras descrições a DCF tem sido associada à frouxidão articular (subluxação) e a intensidade da DAD (Henricson et al., 1966; Lust et al., 1980; Kapatkin et al., 2002). No entanto, os fatores já descritos não explicam adequadamente a variação observada na expressão da DAD. Alguns cães com articulações concêntricas e justas podem desenvolver DAD e nem todos os cães com articulações frouxas desenvolvem estas alterações (Lust et al., 1993; Smith et al., 1993; Adms et al., 1998). Não obstante, admitir a hipótese da relação entre frouxidão articular e DAD possibilitou então formar a base para os mais recentes métodos de diagnóstico propostos, que visam principalmente o diagnóstico precoce e a identificação de animais com articulações frouxas, porém não diagnosticadas pelo MRC (Kapatkin et al., 2002; Tôrres, 2003).
Para melhor explicar a variação observada na expressão da DAD, dividiu-se conceitualmente a frouxidão articular coxofemoral em dois tipos: passiva, que é observada por meio do exame radiográfico ou pela palpação, e funcional que é a forma patológica, não mensurável e que ocorre quando o animal se movimenta. A frouxidão passiva é sempre precursora da frouxidão funcional e uma vez o animal apresentando a funcional, ele terá DAD, cuja gravidade será proporcional à intensidade da frouxidão. O mecanismo pelo qual a forma passiva é convertida em funcional é ignorado, porém fatores ambientais podem ter um papel importante nesta conversão. Outro ponto relevante e talvez o mais importante é o fato da característica “frouxidão articular” ser essencialmente genética, sem, portanto sofrer influência do meio (Smith et al., 1993; Madsen, 1997; Tôrres, 2003).
Considerando-se os aspectos mencionados, tem sido proposta a radiofrafia das articulações coxofemorais em distração. O exame visa a identificação de articulações frouxas em idade precoce. Para tal, utiliza-se um dispositivo denominado distrator com a finalidade de se determinar o índice de distração (ID), que é a magnitude de separação entre as superfícies articulares das referidas articulações. O animal é colocado em decúbito dorsal, com os membros posteriores em posição neutra. Entre os membros ajusta-se o distrator, para em seguida ser realizada a radiografia. O ID é uma medida direta da instabilidade articular. Ele varia de 0 (zero) a 1 (um), sendo que quanto mais próximo de 0 (zero) mais justa, congruente e estável é a articulação, e quanto mais próxima de 1 (um) maior instabilidade, podendo chegar à luxação (Smith et al., 1990). Por este método, que pode ser realizado a partir dos 4 (quatro) meses de idade, é possível o diagnóstico de animais com articulações frouxas e a observação dos falsos negativos (4 a 12%), que são aqueles animais considerados normais pelo MRC (Smith et al., 1990; Adams 2000; Tôrres 2003).
Mesmo que um determinado cão tenha somente frouxidão articular passiva, sem portanto apresentar sinais de DAD,ele transmitirá esta característica aos seus descendentes, por ser a frouxidão articular essencialmente genética. Assim, tendo em vista a superioridade comprovada do método em distração, é de se esperar que, se adotado como padrão, haja uma maior pressão de seleção e conseqüentemente melhores resultados no controle da DCF, haja vista a antecipação do exame em aproximadamente 18 meses quando comparado ao MRC (Smith et al., 1990; Lust etal., 2001; Smith et al., 1997; Tôrres, 2003). No entanto, somente a adoção do novo método não basta. É necessário que haja uma proposta séria de controle da DCF canina no Brasil, pois da maneira como tem sido feito, ou seja, por iniciativas isoladas de proprietários ou associações, os resultados continuarão pobres, bem aquém dos observados nos países onde a DCF é tratada com o devido rigor (Tôrres 2005).


CRIAÇÃO E ESTATÍSTICA.

“Um concepto fundamental a recordar:
el pedigree representa lo que um reprodutor debería ser;
el fenotipo representa lo que um reproductor parece ser;
la progenie representa lo que um reproductor ES.”

O conceito acima transcrito foi extraído da excelente obra “Lineas de Sangre”, primeira edição, 1988, da autoria de JORGE MAGGI, um dos maiores conhecedores do tema na América do Sul.

Para bem aferir a progênie de um reprodutor, o Criador necessita de informação qualificada. E nada melhor para qualificar a informação, que dados estatísticos, pois se colocam acima de gostos pessoais e têm o condão de vencer a distância geográfica que separa a criação, especialmente num país das dimensões do Brasil. Conhecer pessoalmente a totalidade da criação brasileira é privilégio de poucos.

Se o Criador não tiver conhecimento de virtudes e defeitos transmitidos por padreadores representativos das diversas linhas de sangue, vai aprender errando nos seus acasalamentos, o que representará perda de tempo, alto custo e decepção. A partir de informações baseadas em dados estatísticos, diminui a margem de erro na criação. Ademais, o levantamento estatístico evita que a exceção seja tomada como regra. Observe-se, que a exceção tanto pode ser negativa, quanto positiva. Se for negativa num determinado acasalamento, não significa que será também negativa nos demais acasalamentos do reprodutor utilizado. Se for positiva, não significa que todos os descendentes do reprodutor (com outras matrizes), obterão o mesmo sucesso. Interessa à criação a qualidade média deixada na reprodução, pois somente assim poderão ser avaliadas tanto as virtudes quanto as deficiências. Deficiências sim, pois inexiste exemplar perfeito, como é universalmente reconhecido. A imperfeição, é inerente à obra humana, o que naturalmente inclui a cinofilia.

Especificamente sob o ponto de vista da informação qualificada, merece registro o percentual de 93,33% de descendentes de Mischalands Chaplin com RX “A”, radiografados oficialmente, o que recomenda-o como reprodutor.

Vale recordar a precisa definição de JORGE MAGGI, na obra acima referida: “El reproductor es aquel sujeto dotado de particulares cualidades que empleado en la reprodución es capaz de transferirlas a sus descendientes, ésto vale tanto para el macho como para la hembra”.

Assim, restringindo o enfoque apenas à dispalasia coxo-femural (e, como sabido, Michalands Chaplin transmite outras qualidades), podemos afirmar que se trata de um exemplar com a desejável qualidade média para ser utilizado na reprodução.

Seria de grande valia para a criação, que dispuséssemos de mais dados estatísticos como os ora comentados.

Luiz Henrique Behs Filho.


UM GRANDE REPRODUTOR

Apreciando a descendência de um reprodutor, existem aspectos que podem ser avaliados à primeira vista, como por ex. tipo, cor estrutura geral, firmeza de ligamentos e movimentação. Num segundo momento pode ser avaliado o temperamento de um exemplar mediante a observação do seu comportamento dentro e fora da pista de competição.

No entanto, a qualidade anatômica das articulações coxo-femurais só poderá ser medida objetivamente através do RX oficial, a partir dos 12 meses de idade. Portanto, até o resultado oficial do laudo do RX haverá expectativa, que poderá, ou não, ser confirmada.

O principal reprodutor do nosso canil, Mischalands Chaplin, é conhecido nacionalmente por sua força em passar para os filhos, suas características e que propiciaram a ele, tres títulos de VA 1 em tres anos consecutivos.

Mas não basta apenas receber a honrosa qualificação de VA para ser considerado um bom reprodutor.

Em vista disso, passamos então a realizar um levantamento de dados referente aos filhos radiografados oficialmente.

Usamos como referência para o nosso trabalho o Banco de Dados da SBCPA do site www.sbcpa.com.br e resultados de laudos radiograficos do CBPA, buscados no site www.pastoralemao.com.br.

Constatamos então a existência de 75 filhos de M. Chaplin, radiografados, oficialmente. Destes, 70 apresentaram ausência de displasia ( RX ¨ a¨). Isto significa 93,33% dos filhos com RX ¨a¨.

Tendo em vista a significativa amostragem de 75 animais e, no intuito de fornecer subsídios à criação, fizemos uma comparação com os resultados obtidos por conceituados reprodutores latino americanos. Estes dados foram extraidos do porto www.clubpoa.com.ar e foram publicados nos grupos de progenie da Sieger Argentina de 2006.

A seguir, apresentamos então os resultados dos grandes reprodutores da América Latina, com melhor desempenho percentual, em filhos com RX ¨a¨, em amostras estatisticamente significativas:

 

Nome do reprodutor Nº filhos radiografados Nº de RX ¨a¨ % Nº filhos sem RX ¨a¨ %
Mischalands Chaplin 75 70 93,33% 05 6,67%
Reprodutor A 49 45 92% 04 8%
Reprodutor B 129 115 89% 14 11%
Reprodutor C 158 139 88% 19 12%

 

Ressalte-se que Mischalands Chaplin tem 26 filhos chapeados a mais que o reprodutor A. Ou seja 53 % a mais de filhos radiografados. Isto torna estatisticamente mais significativo o resultado de 93,33 % de filhos com RX ¨a¨.

Assim, afora as demais características sabidamente transmitidas por Mischalands Chaplin, os resultados oficiais de RX dos filhos, seguramente o inscrevem no seleto grupo de melhores reprodutores da América Latina.

Oferecemos estes dados aos criadores, por julgá-los relevantes para a melhoria da raça Pastor Alemão.


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